The M+G+R Foundation


O DIVÓRCIO ENTRE OS CATÓLICOS PODE SER POSSÍVEL

Sómente se o Sacramento do Matrimónio for imperfeito


A seguinte carta foi enviada a Sua Eminência O Cardeal Ratzinger, com cópias para um seleccionado número de Cardeais e Arcebispos, em Agosto de 1998. Parece ter sido bem recebida pela Hierarquia, tendo obtido vantagem no fogo cruzado entre a Fé e o Vaticano.

É esperança sincera de The M + G + R Foundation que alguma acção apropriada seja tomada para aliviar o sofrimento daqueles que terminaram um casamento da Fé Católica.

A Igreja, legitimamente, ensina que o divórcio não pode destruir um Matrimónio Sacramental. Todavia, isto é somente aplicável se esse, realmente, foi um Matrimónio Sacramental.

NOTA ACRESCENTADA EM 5 DE MAIO DE 2001


PRINCÍPIO DA CARTA

Miguel de Portugal

Agosto de 1998

Sua Eminência Cardeal Joseph Ratzinger
Perfeito da Congregação da Doutrina da Fé
Roma
ITÁLIA

A paz esteja consigo, Cardeal Ratzinger!

A única desordem social que tem causado o maior interesse nos Católicos Romanos, é o aumento importante de casamentos falhados, e o conflito com o legítimo ensinamento da Igreja acerca da indissolubilidade do Sacramento do Matrimónio (1)

  1. - Para esta e todas as Notas ver o fim do documento

Precisamente, a razão fundamental do aumento dos casamentos falhados, que é a falta de preparação pré-nupcial não apropriada, e precisamente a base para a solução teológica que parece ser um problema indissolúvel.

Nosso Senhor Jesus Cristo fala tão claramente contra o divórcio, que arranjar debates, como muitos fazem, para encontrar uma interpretação diferente da mais clara e correcta posição da Igreja, é um exercício de futilidade. Todavia, a realidade de tantos bons e dedicados Católicos, que, depois de tentarem todas as possíveis soluções, têm de procurar a separação dos seus esposos - precisam nossa atenção. Acaso Deus vai permitir semelhante e trágico cenário sem apontar um recurso coerente?

Não, não vai. Somente o homem é capaz de espalhar tanta miséria, e somente o homem, com a Graça de Deus, pode corrigir tal erro. Ajudem-nos a resolver.

Os Sete Sacramentos da Igreja Católica Romana, com a excepção possível do Baptismo de um recém-nascido, têm uma linha visível comum: preparação conveniente antes de receber o Sacramento. Este conhecimento sabedor da obrigação que estamos prestes a cumprir, e na qual Deus é um Real Participante, é uma das exigências chave necessárias para ele ser válido.

É facto consumado, que a instrução apropriada é a chave para ligar ao Céu, daquilo que está ligado na terra, e a prova disso é o Sacramento da Confirmação, no qual, a alma informada reconhece e confirma a sua aceitação do Espírito Santo, e as suas responsabilidades como um Cristão, completando assim a sua iniciação Cristã. (2)

Não necessitamos de continuar a dizer que para iniciar-se no Sacramento da Eucaristia, a anterior preparação deve ser grande. Os seus corolários acompanhantes, o Sacramento da Penitência e Reconciliação, também requerem que o crente seja devidamente instruído. O mesmo se aplica às Santas Ordens, as quais ainda requerem uma maior preparação no período anterior a fazer a obrigação final.

O Sacramento do Matrimónio (3) não é diferente. O Sacramento do Matrimónio é, no plano humano, paralelo ao Sacramento das Santas Ordens, através das quais as almas consagradas, com efeito, tornam-se como esposas de Deus ( 3 A ).

Portanto, o Sacramento do Matrimónio (4) não requer somente preparação apropriada (5), requer uma completa e igualmente intensiva preparação, maior do que em qualquer outro Sacramento, excepto, possivelmente, no das Santas Ordens.

Todos sabemos que o Presidente dos Estados Unidos e a sua mulher, como resultado de um erro eclesiástico, receberam o Corpo e Sangue, Alma e Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo, na República da África do Sul. Todavia, não podemos considerar que o Presidente e a Senhora Clinton receberam o seu Primeiro Sacramento de Eucaristia, com todos os seus consequentes benefícios.

Também sabemos que para participar no Sacramento de Penitência e Reconciliação é necessário ter um real conhecimento de culpa, contrição e conceito de Divino Perdão (6).

A existência do Sacramento da Confirmação realça a questão que queremos transmitir: Preparação e entendimento impróprio pelos participantes invalida o acto do Sacramento. Esse acto de Sacramento é negligente - não é válido. Não reúne os requisitos necessários para ser ligado no Céu.

Como você bem sabe, um Sacramento não é um acto de magia. Um acto Sacramental é um acontecimento interactivo entre o humano e o Divino, o qual requer um conhecimento completo pelo humano envolvido nele. Um simples e incauto reconhecimento do Sacramento, pelo humano "Eu faço" no caso do Sacramento do Matrimónio, não constitui uma obrigação válida para com Deus.

Portanto, a resolução da quantidade de casamentos Sacramentados anómalos permanece nas mãos dos Bispos locais (7) visto que uma declaração formal de " Não válido" identifica um acto Sacramental defeituoso (8) e harmoniosamente resolve o problema. O que Deus não juntou, pode ser separado pelo homem, o que torna a anulação tradicional não necessária. Não há nada para anular. Os ensinamentos da Igreja permanecem intactos e em perfeita concordância com a muito clara Palavra de Deus (9) na dita matéria.

Aqueles que estão casados sob um Matrimónio Sacramental defeituoso podem renovar as suas promessas - de facto no - acto Matrimonial da Confirmação. Então ele será ligado no Céu.

Encorajamos a vossa Congregação para devotadamente meditar nas considerações acima, e actuar sobre elas como manda o Espírito Santo.

FIM DA CARTA

NOTAS _________________________

(1) Excepto na rarissima ocasião de uma anulação valida e certamente e tambem na ocasião da morte de uma das partes.
(2) Paragrafos 1212 e 1306 do Catecismo da Igreja Católica [CIC]
(3) Paragrafo 1601 CIC
(3A) Paragrafo 1579 CIC
(4) Paragrafo 1632 CIC
(5) Paragrafos 1626-1628 CIC
(6)"Os teus pecados estão perdoados" e "Salvou-te a tua fé: Vai em paz." [S. Lucas 7:48 & 50]
(7) Autorização comfirmada por Sua Santidade João Paulo II em: (a) Sua Homilia da Solemnidade de São Pedro e São Paulo em 29 de Junho de 1998. L'Osservatore Romano; N. 27; 8 de Julio de 1998; Edição Inglesa; e (b) A mensagem que pronuncio a um grupo de Bispos Norte Americanos na Terça Feira - 31 de Março de 1998; Catholic World News, 31 de Março de 1998
(8) Reconhecemos que este acto tem que ser admitido como um erro da parte da Igreja. Contudo não nos devemos esquecer de Joana de Arco - Galileo - e outros. A demora na correcção daqueles erros humanos causou muitos danos a Igreja.
(9) S. Mateo 19:6

Publicado originalmente somente para a distribuição Eclesiástica ao nivel do mundo no Verão de 1998. Texas, U.S.A.

©
Copyright 2002 - 2016  pela The M+G+R Foundation. Todos os dereitos reservados. Não entanto, você pode livremente reproduzir e distribuir este documento, sempre e quando: (1) Referência apropriada é feita sobre a sua origem; (2) Nenhuma modificacão é feita ao texto sem prévia autorização escrita; e (3) Não haja recebimento de quantias pelo mesmo.

The M+G+R Foundation
Sobre Nosotros  y  Preguntas Frecuentes sobre Nosotros


Para Outros Documentos Relacionados:

Não Há Razão Para Desesperar Nem Para Se Dar Por Vencido

Carrega Com A Tua Cruz E Segue-Me, É Fácil

0 Cristãos e a Luta Contra SIDA


HOME PAGE - Português HOME PAGE - Inglês

HOME PAGE - Espanhol


HOME PAGE de Emergência


Future Use

Note se faz favor:
Se as imagens datadas acima não aparecerem neste documento, isso significa que não está perante o documento original dos nóssos servidores. Deve ter razão para duvidar da autenticidade deste documento, recomendamos então que, de novo, procure acesso ao nósso servidor e click "Refresh" ou "Reload" do seu Browser para ver o documento original.

Se desejar contactar The M+G+R Foundation, Clique aqui se faz favor, e siga as instruções.