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Carrega Com A Tua Cruz E Segue-Me, É Fácil

Painel de Fundo

No Livro do Apocalipse, último do Novo Testamento (1), S. João menciona (2) "O Livro da Vida" onde aparecem os nomes dos que hão-de salvar-se, isto é, dos que viverão eternamente com Deus.

(1) Todas as Notas a o final do Documento.

Porque existe "O Livro da Vida"? Porque na eternidade já tudo se alcançou completamente. Se uma alma (alguém) está "destinada" ao Céu, embora esteja num corpo bioquimicamente vivo neste mundo (i.e. no Tempo) essa alma, com seu corpo já glorificado, está simultaneamente no Céu, na Eternidade com Deus. Evidentemente que o nome desse "individuo" se encontra no "Livro da Vida". Esse Livro será como que o Registo Social ou a Lista Telefónica do Céu.

Por conseguinte, quando essa "alma" entra no "Tempo" (i.e. neste mundo), já está assinalada para o Céu.

Pöe-se a questão: Como vai ser a jornada dessa alma (a vida diária) desde o seu nascimento neste mundo até regressar à Casa do Pai? Será fácil? Será difícil? Acredite ou não, tudo depende da maneira como ela usou (exercitou) a sua livre vontade.

Desenvolvimento do Tema

Deus tem para cada um de nós um desígnio ou plano para o nosso peregrinar neste mundo, i.e., através do "Tempo". Se nós correspondermos com a maior fidelidade que está ao nosso alcance, a esse plano Divino muito pessoal e individual, a nossa passagem através do "Tempo", i.e., a nossa vida, será o mais fácil e feliz que é possível.

No entanto se usarmos a nossa liberdade "à nossa maneira" sem prestar atenção às indicaçöes do Céu, então, desviamo-nos desse "plano Divino" perfeito. Nesse caso, Deus tem um plano alternativo para nos ajudar.

Os sofrimentos que encontramos no nosso peregrinar ao longo da vida são proporcionais aos desvios, ou ao maior ou menor afastamento, do dito plano ou projecto.

Quer dizer: quanto mais nos desviarmos ou afastarmos do Plano de Deus, mais sofremos. Estes sofrimentos não são causados por Deus, embora Ele saiba tirar deles proveito para nós. O sofrimento ajuda-nos a retomar o recto caminho. É esse "Caminho" que nos proporciona a maior alegria possível neste nosso peregrinar, independentemente das cruzes que caem sobre nós.

A Cruz. As Cruzes.

Quando Jesus diz: "Toma a tua cruz e segue-me" (3), diz-nos que sejamos bons cristãos, e, para isso não é necessário combater o leão no Coliseu Romano todos os dias.

Ele ajuda-nos a compreender que:

1. "Toma a tua-cruz... Todos nascemos com o pecado original, é uma cruz hereditária (herdada de Adão e Eva). Essa cruz, que não é opcional, dá-nos a possibilidade de exercitar a nossa liberdade escolhendo entre o bem e o mal.

2. ...e segue-Me". Se vivessemos de acordo com os ensinamentos, com a maior fidelidade possível, o Senhor ajudar-nos-ia a carregar com a cruz herdada no nosso nascimento e todas as outras que encontramos ao longo do nosso caminho.

As "outras cruzes" podemos ilustrá-las assim:

+ Se os teus pais te maltrataram, ficas com uma ferida profunda na tua alma. Ao longo da tua vida ficarás traumatizado. A isso chamamos "outra cruz."

+ Se o primeiro amor da tua vida te atraiçoou, aí tens uma outra ferida profunda e dolorosa que te vai marcar para a tua vida. É outra cruz.

+ Se sofreste ou foste testemunha de torturas físicas na guerra do Vietnam, de Kosovo, por exemplo, também isso te causará uma ferida profunda na alma e te marcará para toda a vida. É "outra cruz".

Não é Deus que nos dá essas cruzes. São fruto da maldade do homem, que vive afastado de Deus.

Porque é que Deus permite estas Cruzes? Porque Deus não força a nossa livre vontade, o nosso livre arbítrio. Criou-nos e deixou-nos livres e com acesso à Sua Divina protecção (para nos ajudar a evitar aquelas cruzes que caem sobre as nossas costas espirituais).

Mas se, por causa dos nossos abusos e incapacidades, nós falhamos, ainda assim, Ele mostra-nos o Seu Caminho, o Seu Jugo Suave (4) que nos ajudará a Minimizar, a Suavizar (mas não a eliminar) o sofrimento causado pelo peso de tantas cruzes.

Ele pode disciplinar-nos, educar-nos qual pai amoroso e abnegado. No entanto, o rigor e a grandeza dos sofrimentos, castigos, estão nas nossas mãos. Depende do modo como usamos a nossa livre vontade. Se nos afastamos ou resistimos às suas amorosas inspiracöes ou se correspondemos aos seus apelos e regressamos ao recto caminho.

Dificilmente nos convencemos e reconhecemos que Deus nos deu o controlo da nossa vida espiritual. É imprescindível segui-Lo o melhor que pudermos.

Nisto poderemos descortinar a razão de tantas mensagens autênticas que o Céu nos envia: São para nos ajudar, animar e encorajar a segui-Lo. Deus continua a extender-nos a Sua mão amorosa e providente.

Embora alguns mebros do clero, "iluminados" pela ciência, afirmem: A Revelação acabou, i.e., ficou concluída, com a morte do último dos Apóstolos (S. João Evangelista) por isso, não precisamos de mais mensagens do Céu.(5)

Tudo bem, está correcto no referente a Revelaçöes Evangelicas, o que estes pobres não conséguem ver, é que os que receberam de Jesus o encargo de Evangelizar o Mundo, e muitos dos seus sucessores, fracassaram rotundamente, estrondosamente. Haviam de sentir vergonha por Deus ter de intervir directa e repetidamente para ajudar e defender o Seu Rebanho, abandonado pelos maus pastores, nestes nossos tão conturbados tempos.

Tudo teria sido muito mais simples e fácil, se os pastores se ocupassem das coisas de Deus e não das coisas de Cesar, como tantos o fizeram ao longo de quase dois mil anos.

Na Sua imensa e infinita misericördia, o Senhor comunica hoje connosco, de muitas maneiras, para nos atrair a Ele e para nos ajudar a Minimizar os sofrimentos à medida que nos aproximamos do Fim dos Tempos (não do Fim do Mundo mas tão só Destes Tempos).

Coragem! A chave que te pode trazer a paz, já nesta vida, está nas tuas mãos, está ao teu alcance. Vais tu utilizá-la?

____________________________
Notas
(1) Se não acredita na Sagrada Escritura ou em Deus, convidamo-lo e encorajamo-lo a ver nisto um exemplo e também um apelo íntimo à coerência necessária quando se discutem acontecimentos sobrenaturais e/ou profecia. Sem um ponto de referência, não pode haver discussão lógica nem entercâmbio de ideias construtivo.
(2) Jo. 13:8; 17:8; 20:12-15; 21:27
(3) Mt. 16:24
(4) Mt. 11:29-30
(5) Esta lógica destrói as bases por muitos utilizadas para defender a infalibilidade das "Tradiçöes" da Igreja Católica Romana.

Originalmente publicado a nível mundial en Inglês em Agosto de 1997. Texas. U.S.A.

Copyright 1999 - 2002 Todos os direitos reservados por The M+G+R Foundation

Tradução Portuguesa por Pe. A. Cristovão - Junho de 1999

Editado por The M+G+R Foundation e Claudia de Nazaré - Junho, 1999

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